quinta-feira, 24 de abril de 2008

OVERLAP - obras inspiradoras

2003 | Overlap de RUDOLFO QUINTAS e TIAGO DIONÍSIO [1]





[2]

Overlap foi um projecto construído através do Max MSP e teve como grande objectivo a ideia de “coreografia aberta”. O publico repetia a acção do movimento do intérprete. Como o próprio nome indica existia uma sobreposição dos corpos.

Este projecto viveu enquanto instalação interactiva, que usa o corpo presente e o registo do corpo passado, criando assim uma coreografia. O corpo é visto como um grande meio de comunicação. Aqui existem dois espaços a explorar. Primeiramente é feita a leitura do corpo e esse corpo passa a co-habitar na tela de projecção. Depois os próximos intervenientes tentam fazer coincidir o seu corpo/movimento na tela de modo a que o corpo existente seja substituído pelo seu.

Motivo do Interesse pelo projecto

Este projecto interessou-me particularmente, por causa da sobreposição dos corpos que acabariam por criar uma coreografia aberta.



[1] Textos cedidos por Tiago Dionísio em Anexo

[2] http://swap-project.com/

Ghostcatching - obras inspiradoras

1999 | Ghostcatching de BILL T JONES

[1]

O projecto Ghostcatching, de Bill T Jones[2], utiliza o motion capture para registar o movimento humano. Sempre na tentativa de criar algo novo, este bailarino absorveu toda a sua vida à volta da tecnologia e da dança, numa postura de inovação. Ele considera diferente a vida real e o vídeo. Para ele a vida real é mágica e mais natural, é algo que pode ser vivido, enquanto que o vídeo é uma reacção física (bombardeamento de electrões no ecrã), é algo mais artificial e frio. Considerando que nada tem a haver com a realidade.

Os colegas de Bill reforçam a ideia, considerando que num filme não pode haver a existência de nenhuma poética. Em 1971 Bill T Jones associasse ao centro experimental de televisão (ETC) e começa a fazer as primeiras experiências entre a dança e o vídeo. Realiza pequenos documentários, realizando entrevistas a artistas em cenas quotidianas (na rua ou em casa).

Sempre teve em mente a vida enquanto documentário, por isso o uso de câmaras ditas normais acabaram por ser a sua melhor ferramenta.

O grande trabalho vídeo-performance, que realizou foi feito com Per Bode e Maryl Blackman, onde existe uma grande relação entre a coreografia e as novas tecnologias. Esta peça permitiu-lhe expandir o sentido de espaço e tempo na performance ao vivo.

Quebrar com o que e tradicional e manipular o sentido de espaço e tempo. Para além de misturar a tecnologia e a electrónica de um modo pessoal, ficaram aliados aos movimentos não virtuosos do Arnies.

Depois de muitos trabalhos e experiências, Ghostcatching, foi um trabalho que reuniu as condições necessárias, realçando um paradigma importante - A dança enquanto ficção.

Ghostcatching é um projecto que vive de pequenos registos do movimento, que todos juntos, resultam num novo movimento, o dito fantasma do movimento. É algo que transcende o nosso corpo.

Esta nova coreografia digital, traz a tecnologia da captação de imagens, que são feitas a partir da 3ª dimensão (3D), conseguindo criar uma instalação de dança virtual.

Para além deste novo registo do movimento, criaram também um alfabeto virtual de imagens e movimento. No fundo Bill T Jones, conseguiu capturar / filtrar os movimentos tradicionais na sua dança virtual. Era feita a captura do movimento (individual) que combinado faz resultar novas coreografias. Esta captura é o resultado de fragmentos de uma acção que todos juntos criam novos movimentos – o fantasma do movimento, uma vez que deixa rasto.

Bill T Jones manteve-se ligado à dança porque é algo que sempre considerou concreto. É algo real que pode manipular. Acredita também que as experiências que criou são cópias, uma vez que as considera artificias, construindo assim uma ironia. Porque através dos meios tecnológicos ele consegue criar um mundo poético e palpável, rejeitado anteriormente.

Para Bill T Jones utilizar a tecnologia é uma forma de realçar o que é real, tendo em conta que tem de ser feito e um modo original e único.

Motivo do Interesse pelo projecto

Ghostcatching é um projecto rico em movimento e foi esse o motivo que me fez escolhe-lo. A sobreposição do movimento, criando e proporcionando novas coreografias abrem caminho para muitas outras experiências.



[1] http://www.cordance.org/images/still_from_ghostcatching.jpg

[2] ZIMMER Elizabeth, Envisiong Dance on Filme and Video, editora Mitona Judy, página 103

domingo, 2 de março de 2008

Obras com sentido



Tive uma aula com o professor Carlos Caires e ele falou de algo interessante.
Obras que contam histórias.

Não é necessário contar uma história com sentido, tipo carochinha, basta haver conteúdo!
Reflecti sobre as peças que me tocaram mais e realmente, todas elas eram cheias de sentido, mesmo as mais experimentais.
Nem que fosse um sentido meramente físico, havia conteúdo.
Essa história possibilita-nos trazer algo de novo, mesmo que o processo, ou o conceito já tenha sido desenvolvido. Cada história tem a sua particularidade.

É óbvio que é complicado em Vídeo de Arte Interactiva, criar um sentido, um conteúdo, numa área que pouco conheço.
Por isso decidi, este semestre trabalhar na peça enquanto interactiva.
Quero apenas colocá-la a funcionar.
Próximo semestre (5º ano), finalizo a minha peça interactiva, num formato performativo, criando um contéudo com mais sentido.


pesquisa

Esquemas iniciais

A concretização da 3ªD





o performer encontra-se em palco parado



CORPO PARADO
o corpo quando se encontra parado, vê-se preenchido com figuras geométricas, concentradas dentro da silhueta.



CORPO MOVIMENTO
Quando o corpo está em movimento, o preenchimento da silhueta é libertado,
prolongando os gestos do performer.




Esquema de funcionamento:
A terceira dimensão acontece, quando a projecção de fundo e de lado se tocam.
isto é: quando as figuras laterais de de fundo se tocam.



3D é o nome (temporário)

O semestre passado iniciei um projecto intimamente relacionado com o movimento.
A sua forma é uma instalação, e
serve para espectáculos performativos (dança comtemporânea)
ou para um público em geral

Este projecto inicial, incorporava os requisitos mínimos,
agora irá conter:

o conceito do Fuga de um grito
  • projecto pessoal de vida;
  • a vida como uma performance activa;
  • a qualquer momento, algo de especial acontece e isso modifica-nos;
  • a existência da necessidade de criar

Improvisação
  • queiramos ou não, estamos sempre em improviso

Movimento
  • acredito que o movimento é libertador,
  • o movimento também existe quando o corpo está parado;

3D
  • 3ª Dimensão possibilita às pessoas em palco, aperceberem-se da 3ª Dimensão do movimento projectado. A junção de duas partes do seu movimento, projecta a 3ª dimensão do que está a ser criado.